Sociedade do Trabalho e Sociedade Sustentável (1a. parte)
Prof. Dr. Inácio NEUTZLING
I. - A Crise da Sociedade do Trabalho
 
"Todos precários" - André Gorz
 
O que entendemos por sociedade do trabalho? Sociedade do trabalho é a sociedade onde as pessoas são definidas e descritas na sua cidadania pelo trabalho assalariado que possuem. A crise da sociedade do trabalho assalariado se caracteriza por uma crescente brasilianização[i]. Em que consiste esta brasilianização? 
A década de 1990 é paradigmática para o mundo do trabalho, no Brasil. O emprego formal acumulou um déficit estimado em 3,2 milhões de postos de trabalho, assim como o desemprego alcançou índices nacionais sem paralelo desde a década de 1930[ii]. Entre 1989 e 1999, a quantidade de desempregados ampliou-se de 1,8 milhões para 7,6 milhões, com aumento da taxa de desemprego aberto passando de 3% da PEA para 9,6%[iii]. No entanto, apesar deste aumento do desemprego, nos anos 1990, a quantidade de trabalhadores com jornada de trabalho superior à oficial de 44 horas duplicou, passando de 13,5 milhões para 26,7 milhões de pessoas ocupadas. Isto significa que cerca de 4,9 milhões de novas vagas deixaram de ser criadas no país. Ou seja, cerca de 2/3 do total do desemprego aberto no país poderia ter sido reduzido com a forte redução do sobretrabalho.[iv]
Uma das características centrais da brasilianização do mundo do trabalho é o crescente dessalariamento, isto é, a redução relativa da participação dos assalariados o total da ocupação. Atualmente, os assalariados com registro (incluídos) perdem participação para o conjunto de desempregados e ocupados precariamente (excluídos). Para uma PEA estimada em 73 milhões de pessoas em 1996, cerca de 43 milhões (59%) eram assalariados e apenas 23 milhões empregados com registro formal, restando 20 milhões de trabalhadores sem registro[v]. Assim, se em 1989, 64% do total da ocupação brasileira era de assalariados, em 1999, eles diminuíram para 58,7%[vi]
No final de 1999, em torno de 55% dos ocupados das grandes cidades encontram-se em algum tipo de informalidade, o que significa estar sem registro em carteira de trabalho e sem a proteção social vinculada ao emprego formal, como FGTS, Seguro Desemprego e aposentadoria. Somente 18,3 milhões de assalariados estavam, em abril de 1999, regidos pela CLT, em uma PEA de 75 milhões de pessoas[vii]. Durante os anos 1940 e 1970, a cada 10 postos de trabalho criados apenas 2 não eram assalariados, sendo 7 com registro formal. Na década de 1990, a cada 10 empregos criados somente 2 eram assalariados, porém, sem registro formal[viii].
A precarização é outra característica da brasilianização do mundo do trabalho. Nos anos 1990, a cada cinco ocupações criadas, quatro referem-se ao conjunto de trabalhadores autônomos, sem remuneração e assalariados sem registro formal[ix]. A taxa de rotatividade passou de 7,3%, em 1989, para 24,8%, em l999[x]
O fenômeno da barbarização do mundo do trabalho se expressa na decrescente participação da renda do trabalho na renda nacional que foi reduzida, no ano de 1999, em 7,1% apesar de uma elevação positiva do Produto Interno Bruto de 0,6%. No conjunto da década de 1990 houve uma redução de 6,2% da participação da renda do trabalho, em termos reais, enquanto que o PIB nacional cresceu, no mesmo período, 19,4%[xi]. “Na toada dos anos 1990, apenas um quinto de toda a população tem assegurada a sua inclusão sócio-econômica, isto é, somente 20% dos brasileiros têm acesso aos benefícios do modelo econômico”[xii]
A desregulamentação e a flexibilização do mundo do trabalho, que ocorreram simultaneamente, são outros traços que descrevem a barbárie do mundo do trabalho no Brasil. “A desregulamentação compreende as iniciativas de eliminação de leis ou outras formas de direitos instituídos (nos contratos coletivos, por exemplo) que regulam o mercado, as condições e as relações de trabalho. É derrogar ou diminuir benefícios existentes. Ou seja, é a supressão das normas que regulam as relações de trabalho, deixando que o mercado se encarregue de estabelecer livremente o tratamento dos assuntos “desregulamentados”[xiii]. As seguinte sete medidas foram decisivas na desregulamentação do trabalho, nos anos 1990, no Brasil: o fim da política salarial, a abertura do comércio aos domingos, a instituição da figura do mediador nas negociações coletivas e das comissões de arbitragens; a desregulação dos contratos através das cooperativas de trabalho, a redução de parte dos encargos sociais para trabalhadores rurais, a introdução do regime SIMPLES para contratação de trabalhadores para as microempresas e a maior flexibilização dos empregos através dos contratos especiais de trabalho[xiv]
O conceito de flexibilização que prevaleceu na década de 1980 e 1990 está associado à possibilidade de a empresa contar com mecanismos que permitem ajustar sua produção, emprego, salário e condições de trabalho ante as flutuações da economia, das inovações tecnológicas e a outros fatores (tais como a sua estratégia de mercado). A flexibilização dá “liberdade” às empresas na determinação do uso do trabalho, o que significa desregular (eliminar ou afrouxar direitos) ou adaptar a proteção trabalhista clássica às condições de produção das empresas ou à realidade do mercado de trabalho. Assim, no contexto atual, de reorganização econômica e produtiva, o conceito de flexibilidade, para os trabalhadores, se torna qualquer coisa feroz, inflexível, sinônimo de livre demissão[xv]. Para os trabalhadores e as trabalhadoras, flexibilização significa: “Alegra-te, os teus conhecimentos, o teu saber e as tuas capacidades estão obsoletas e ninguém é capaz de te dizer o que deves aprender para que no futuro alguém necessite de ti”[xvi]. Em outros termos, a “flexibilização” na prática tem se constituído em sinônimo de aumento da precarização do trabalho[xvii]. Enfim, “o que prevaleceu nos anos 90 foi uma flexibilização predatória do trabalho”[xviii].
A adoção de medidas orientadas para a maior intensificação do trabalho, através da implementação de novos programas de gestão de mão-de-obra, a terceirização, a subcontratação constituíram os novos mecanismos adotados para a redução salarial e a subordinação dos empregados que restaram.
A brasilianização é uma situação que desafia o mundo ocidental. A brasilianização do Ocidente é o título do primeiro capítulo de um livro de um importante sociólogo alemão[xix]. Assim, no mundo, hoje, existe para uma População Economicamente Ativa estimada em 1999 pela Organização Mundial do Trabalho em 3 bilhões de pessoas, 1 bilhão de trabalhadores vivendo com a sua capacidade de trabalho subutilizada. Do total de pessoas que compõem o excedente mundial de mão-de-obra, 160 milhões de trabalhadores encontram-se na categoria de desemprego aberto, enquanto 850 milhões são considerados na condição de subemprego. 500 milhões de trabalhadores ganham menos de 1 dólar por dia[xx]. Para que a sociedade salarial seja estendida para aqueles e aquelas que entrarão no ‘mercado de trabalho’ até o ano 2025, necessitar-se-á criar 1 bilhão e 200 milhões de empregos[xxi]. No entanto, a globalização da produção de bens e serviços é constituída de redes produtivas compostas por 53 mil empresas multinacionais e suas 415 mil empresas auxiliares. Nestas redes é gerado 30% de todo o produto global e 2/3 do comércio mundial. Elas, no entanto, empregam tão somente, aproximadamente, 200 milhões de trabalhadores da PEA mundial de 3 bilhões[xxii].
A década de 1990, no Brasil, se caracteriza pela desestruturação do mundo do trabalho. Ela consiste fundamentalmente no crescente e elevado desemprego aberto, no desassalariamento, no sobretrabalho, no aumento do trabalho informal e na geração de postos de trabalho precários.

A brasilianização do mundo do trabalho será um fenômeno meramente conjuntural ou, talvez, um resíduo pré-moderno ou será que ela é uma característica do mundo do trabalho, hoje, onde este, entendido como atividade de tempo pleno, altamente qualificado e bem pago vai desaparecendo? Será que ele não é a manifestação mais evidente do paradoxo que desde sempre caracterizou o desenvolvimento da sociedade do trabalho: de um lado, o trabalho foi declarado como o fundamento da sociedade onde tudo e todos e todas giram ao redor do trabalho, ou seja, têm o trabalho como ponto de referência, enquanto que, por outro lado, tudo é feito para torná-lo raro. Por exemplo, o aumento da produtividade, por definição, significa sempre, simultaneamente, eliminação do trabalho humano[xxiii]

A brasilianização é uma manifestação da mutação do mundo do trabalho, impulsionada com mais vigor pela indústria pós-fordista. Ela é a ponta de lança de uma transformação profunda “que abole o trabalho, abole o assalariado e tende a reduzir a 2% a parte da população ativa capaz de assegurar a totalidade da produção material”. Ou seja, “a economia cada vez menos necessita do trabalho. Objetivamente, o trabalho perde a sua “centralidade”[xxiv]

A mutação do mundo do trabalho, caracterizado também pela revolução organizacional[xxv] que se expressa no pós-fordismo, divide a mão-de-obra em duas grandes categorias: “um núcleo central composto de assalariados permanentes e de tempo integral, polivalentes profissionais e de alta mobilidade; e, ao redor deste núcleo central, uma massa importante de trabalhadores periféricos, onde uma proporção importante é precária, trabalhando em tempo parcial e com salários variáveis. A estes assalariados periféricos se acrescenta uma proporção cada vez maior de ‘externos’[xxvi], isto é, prestadores de serviços, pretensamente ‘independentes’, pagos por tarefa, por serviço pré-contratado, onde a carga de trabalho varia conforme as necessidades do momento. Estes ‘independentes’ não têm cobertura social e são expostos a todas as intempéries conjunturais e comerciais que as empresas descarregam sobre eles”[xxvii]. Faz parte deste processo que, na medida em que há menos trabalho para todos, mais aumenta a sua duração para quem tem emprego[xxviii]
O avanço desse processo de brasilianização leva à constituição de quatro grupos de pessoas nas nossas sociedades[xxix]

1. - a ‘classe dos Colombo’ da era global - trata-se dos vencedores da globalização, dos detentores do capital que agem em escala mundial e dos seus ajudantes nas esferas dirigentes. São aqueles que partem - como Colombo - para a conquista do espaço global submetendo-o aos próprios fins econômicos. Constituem as elites do dinheiro e do saber que descobriram a ‘pedra da riqueza’: como acumular sempre mais riqueza com sempre menos trabalho humano. O preço deste controle do espaço global é alto e se chama: pobreza de tempo. Às elites globais falta aquilo que os pobres e os marginalizados vinculados ao lugar em que vivem tem em abundância: o tempo. 

2. - Precários de alta especialização - são trabalhadores e trabalhadoras temporários, micro-empreendedores etc. em posições bem remuneradas que pressupõem um nível adequado de formação. São os trabalhadores sempre conectados, disponíveis 24/7, isto é, vinte quatro horas por dia, sete por semana[xxx]. A competição contínua é o caldo cultural no qual vivem e se movem. Subocupação ou superocupação na maioria das vezes são os dois lados da mesma moeda[xxxi].

3. - ‘Working poor’ - os postos de trabalho com escassa ou nenhuma qualificação são diretamente expostos às ameaças da globalização, já que são substituíveis, ou através da automação ou através da força de trabalho de outros países. Os trabalhadores e as trabalhadoras necessitam manter, para não serem totalmente excluídos e excluídas, de várias relações de trabalho contemporaneamente. Para essas pessoas vale uma verdade que assusta a muitos: a liberdade torna-os mais pobres! Uma ampliação deste setor arrisca transformar-se num gigantesco gueto dos pobres.

4. -  Pobreza localizada - Há uma diferença substancial em relação com os pobres das épocas anteriores: os pobres localizados da era global não são mais indispensáveis. No interno do diagrama espaço-temporal, a sua situação pode ser compreendida de modo complementar à situação dos ricos globalizados. Os pobres localizados têm tempo em excesso, mas são vinculados ao espaço. À pobreza visível se acrescenta o fato da ‘classe inferior’[xxxii] que se compõe dos que abandonaram a esperança de reinserção na sociedade e assim não têm nenhum problema em infringir as regras básicas da convivência civil.

A brasilianização do mundo do trabalho parece indicar que “saímos da sociedade de trabalho sem substitui-la por nenhuma outra. Nós nos sabemos, nos sentimos e nos apreendemos cada um como desempregado em potencial, subempregado em potencial, precário, temporário, “tempo parcial” em potencial. Mas o que cada um de nós sabe não se tornou ainda - e é impedido de se tornar - a consciência da nossa condição comum a todos. Consciência comum, isto é, publicamente formulada e aceita, de que a figura central e a condição “normal”, tendencialmente ao menos, não é mais aquela do “trabalhador” - nem a fortiori do operário, do empregado, do assalariado - mas é a do precarizado que “trabalha” e já não “trabalha”, que exerce de forma descontinua múltiplos ofícios onde nenhum é um oficio, que não tem uma profissão identificável e cuja profissão é não ter profissão, e assim, ele não pode se identificar com seu trabalho e não se identifica, mas considera como sua “verdadeira” atividade aquele “trabalho” remunerado que ele realiza intermitentemente”[xxxiii]
Mas, “todas as forças estabelecidas se opõem a este reconhecimento e tudo o que ele implica. Pois o poder sem entraves que o capital conquistou sobre o trabalho, sobre a sociedade e sobre a vida de todos visa precisamente isto: que o “trabalho” - este que fazem você fazer, não o que você faz - conserve na vida e na consciência de cada um, a sua centralidade, ainda que ele seja massivamente eliminado, economizado e abolido em todos os níveis da produção. Assim, todos, desempregados e precários em potencial, são incitados a se bater por este “trabalho” que o capital aboliu. Cada passeata, cada cartaz que exige “nós queremos trabalho” proclama a vitória do capital sobre uma humanidade subjugada de trabalhadores que não são mais e que não podem ser outra coisa”[xxxiv]
Eis, portanto, o centro do problema e o núcleo do conflito: trata-se de desconectar do “trabalho” o direito de ter direitos e, especialmente, o direito ao que é produzido e produzível sem trabalho, ou com cada vez menos trabalho. Trata-se de reconhecer que nem o direito a um rendimento, nem o direito a cidadania plena, nem a realização e a identidade de cada um não podem mais ser centradas no emprego e depender de ter um emprego. Trata-se, conseqüentemente de mudar a sociedade. 
Mas este problema central não será colocado e este conflito não será solucionado se o “trabalho” não perder a sua centralidade na consciência, no pensamento, na imaginação de todos. E é precisamente isto que todos os poderes estabelecidos e todas as forças dominantes se empenham em impedir, com o auxílio de especialistas e ideólogos que negam que o “trabalho” esteja em processo rápido de eliminação. O lugar do trabalho na imaginação de todos, na imagem deles mesmo e do futuro possível é o início de um conflito profundamente político: de uma luta pelo poder. O muro que eles colocam sobre os fatos, toda transformação da sociedade supõe a capacidade de pensar de outra forma ou, simplesmente, de formular o que cada um experimenta.

[i] O   conceito "brasilianização" é usado por BECK, Ulrich. Il Iavoro neil’epoca della fine del lavoro. Tramonto delle sicurezze e nuovo impegno civile. Ed. Emaudi, Torino. 2000. p. 3-15 e p. 132-156. Michael Land no livro The Next American Nation. New York - London. 1995. p. 216 cunhou o conceito brasilianização: “O perigo principal com o qual os Estados Unidos confrontar-se-ão no século XXI, não é a balcanização, mas o que se poderia chamar brasilianização. Com a brasilianização não compreendo a separação das culturas pela etnicidade,  mas a separação da etnicidade pelas classes”. Alain Lipietz igualmente usa o mesmo conceito-  LIPIETZ, Alain, La Société en Sablier. Le partage du travail contre la déchirure sociale. Ed. La Découverte. Paris. 1996.
[ii] POCHMANN, Marcio. A década dos mitos. O novo modelo econômico e a crise do trabalho no Brasil. Editora contexto. São Paulo, 2001, p.9Editora contexto. São Paulo, 2001, p.9
[iii] POCHMANN. Marcio. op. cit. p. 49.
[iv]POCHMANN. Marcio. “O Abuso do Sobretrabalho no Brasil”. Valor 27-3-01.
[v] Id. P. 167
[vi] id. P. 48
[vii] KREIN, José Dari. O Aprofundamento da flexibilização das relações de trabalho no Brasil nos anos 90.  Dissertação de Mestrado apresentada no Programa de Pós-Graduação em Economia Social e do Trabalho. Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Economia, janeiro de 2001. p. 95.
[viii] POCHMANN. Marcio. O emprego na globalização. A nova divisão internacional do trabalho e os caminhos que o Brasil escolheu. Ed.Boitempo. São Paulo. 2001. p. 96-97.
[ix] POCHMANN, Marcio. A Queda dos Mitos... op. cit., p. 48.
[x] Id. P.31.
[xi] Id. P. 100.
[xii] Id. P.172.
[xiii] KREIN. José Dari. op.cit.. p. 28.
[xiv] POCHMANN, Marcio. A Queda dos Mitos ... op. cit. p. 172.

[xv] FORRESTER, Viviane. O Horror Econômico. Ed. Unesp. São Paulo.

[xvi] BECK. Ulrich. op. cit. p. 6.
[xvii] KREIN. José Dari. op. cit. p. 29.
[xviii] id. p. 157.
[xix] BECK. Ulrich. Il lavoro nell’epoca della fine de lavoro. op. cit. p. 3-15 e p. 132-156.

[xx] HUSSON. Michel. La Mondialisation capitaliste contre l’emploi”. LeMonde Diplomatique, septembre, 2001. supplément. p. 1. Cf. também POCHMANN. Marcio. O emprego na globalização. op. cit. p. 81-82.

[xxi] Cf. GORZ. André. Misères du présent. Ricbessedu possible.. Ed Galilée. Paris. 1997. p. 46.

[xxii] CASTELLS. Manuel. “G1obalización y antig1oba1ización”, El País. 24-7-01.

[xxiii] BECK. Ulrich. op.cit. p. 22

[xxiv] GORZ. André. Misères du present. op. cit. p. 79 e 80

[xxv] Cf. ARRIGHI. Giovanni, A Ilusão do Desenvolvimento. Ed. Vozes. Petrópolis. 1997. 2 ed. p. 3744.
[xxvi] Trata-se aqui do “outsourcing”, da terceirização.
[xxvii] GORZ. André. Misères du present. op.cit. p. 82-83
[xxviii]GORZ. André. Misères do présent. op. cit. p. 87.
[xxix] Aqui seguimos BECK. Ulrich. op. cit. p. 152-154.
[xxx] RIFKIN, Jeremy. L’Âge de l’accès. La révolution de la nouvelle économie. Éd. La Découverte. Paris, 2000. Este livro está traduzido para o português pela Editora Makron Books. São Paulo. 2001. Cf. a recensão deste livro feita por GORZ. André. “Vom totalitären Vorhaben des Kapitals”. Freitag - Die Ost-West Wochenzeitung, 6-7-01. Esta recensão foi traduzida e publicada no boletim CEPAT Informa, no. 76/2001.
[xxxi] Sobre o impacto ético-cultural da precarização cf. o excelente estudo SENNET. Richard. A Corrosão do Caráter. Ed. Record. Rio de Janeiro. 1999.
[xxxii] Termo cunhado por sociólogos americanos como Lash/Urry, anota U. Beck. No BrasiL José Comblin fala dos “novos pobres” - COMBLIN. José. “Os cristãos e a Solidariedade com os Pobres”, Convergência. Jan/Fev/ 1999. no. 319. p. 25 - 36.

[xxxiii] GORZ. André. Misères du présent. op. cit. p. 89-90.

[xxxiv] GORZ. André. Misères du present. op. cit. p. 90.

SEGUNDA PARTE
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